quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Comunhão com Deus, o valor da oração!


37 Voltando, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, tu dormes? Não pudeste vigiar nem uma hora?
38 Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.
39 Retirando-se de novo, orou repetindo as mesmas palavras.
Marcos 14:37-39



Diante da prova que estava por vir, a prisão e crucificação de Jesus, Jesus pediu para seus discípulos se colocarem em oração, preparando-os para as provas que aconteceriam, assim, ele se retirou e levou consigo Pedro, Tiago e João para orar; depois afastou-se um pouco dos três e foi orar sozinho. Depois voltou e achou-os dormindo, e repreendeu-os  por não  poderem orar nem sequer uma hora com ele.
Interessante é notarmos que mesmo Jesus sendo Deus e homem, colocou-se numa posição de dependência da oração. Ele se pôs dependente do Pai celestial. E notamos que os discípulos Pedro, Tiago e João não sentiam a mesma dependência e  se deixaram ser vencidos pelo sono.
Jesus então os ordenou que estivessem vigiando, por que os guardas estavam por vir, e  se mantivessem  em oração.  Jesus sabia das provas que estavam por vir, e também sabia do cansaço de Pedro, Tiago e João. Mas, a ordem de Jesus é que apesar da fraqueza da carne, das fraquezas físicas, do cansaço, precisamos e somos ordenados a permanecermos em oração.
Jesus Cristo nos exortou a vigiar e orar, (Marcos 14:38) “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”.

Ensinou-nos também onde orar, (Mateus 6:6) “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará”.
Além do quarto, (aposento) apontou outro lugar, (Lucas 19:46) “Dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa é casa de oração; mas vós fizestes dela covil de salteadores”.
         Está bem claro que Jesus nos ordena a oração. Mas ainda percebemos que Satanás tenta colocar sobre nós a ideia de que a oração é um peso, ou um sacrifício. A religiosidade de nosso país tenta colocar a oração como uma penitência, como um castigo pelos nossos pecados. Essa é uma visão da cultura religiosa de nosso país, onde diante da confissão auricular o padre ordenava 10 ou 20 orações repetidas como pagamento dos pecados para se receber perdão de Deus.
         Mas quando Jesus nos ensinou a oração, por exemplo do “pai nosso”, ele estava ensinando a conversar com Deus como um Pai, a ter nele uma confiança paterna e  não uma expressão de religiosidade ou farisaísmo.
         Quando Jesus nos ordena a oração, ele nos manda sacrificar a nossa carne sim, mas afim de sentirmos o maior prazer que existe para aqueles que amam a Deus, o prazer de estar na presença do Pai.
Salomão retratou esse prazer da comunhão em Cantares de Salomão nas expressões de amor da noiva para com o Noivo, a noiva simbolizando a igreja e o Noivo simbolizando ao Senhor Jesus.
Davi expressou seu amor pelo Senhor em vários salmos , e em muitos vemos ele clamando por  essa comunhão com o senhor dizendo :
Salmo 42.1 e 2
.1 [Ao mestre de canto. Salmo didático dos filhos de Corá] Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. 2 A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?
Salmo 63 1-4
63.1 [Salmo de Davi, quando no deserto de Judá] Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água.
2 Assim, eu te contemplo no santuário, para ver a tua força e a tua glória.
3 Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam.
4 Assim, cumpre-me bendizer-te enquanto eu viver; em teu nome, levanto as mãos.
          O que o Senhor Jesus ordena é que vivamos em oração mantendo profunda comunhão com o Pai em nome de Jesus. Que sintamos o prazer da oração que é melhor do que o tranquilo sono, ou do que a fome saciada ou do que qualquer coisa que o mundo possa nos oferecer.
         A oração é um mandamento que não se cumpre como castigo, mas sim um momento prazerosos de estarmos na presença do Pai de amor, onde seu Espirito e seu Filho se manifestam presentes.
         Terminamos com a poesia do hinário Novo Cântico:

“Preciosas são as horas na presença de Jesus,
Comunhão deliciosa da minha alma com a Luz”

“Se quereis saber quão doce é a divina comunhão,
Podereis mui bem prova-la e tereis compensação.
Procurai estar sozinhos em conversa com Jesus,
Provareis na vossa vida, o poder que vem da cruz.


Quão doce e agradável é estar na presença do Pai!

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